Fosfatase Alcalina
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A fosfatase alcalina (ALP) é
uma enzima encontrada em diversos orgãos e tecidos como os ossos, o
fígado e intestinos. É uma glicoproteína dimérica e dependente de
zinco, que cliva a ligação fosfato de ésteres monofosfatos. [1]
No laboratório virtual foi usada uma enzima de rim de boi. No homem, a ALP de rim é encontrada nas células epiteliais de BRUSH BORDER, e parece estar envolvida n o trasporte de nutrientes através da membrana. [1] A figura ao lado é da ALP de E. coli (2ANH.pdb). |
| A ALP é uma hidrolase (E.C.
3.1.3.1) responsável por remover grupos fosfato em posição 5- e 3- de
muitas moléculas, como nucleotídeos, proteínas e alkaloides [2].
Ela atua em meio alcalino, tendo pH ótimo = 10 (ver gráfico ao lado). |
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REAÇÃO CATALISADA PELA ENZIMA
A ALP catalisa a hidrólise de ésteres monofosfatos. Em laboratório, a reação estudada é de hidólise de fosfato de p-nitrofenila (pNPP) que libera p-nitrofenol, ambos compostos incolores. Dependendo do pH, o p-nitrofenol pode ser dissociado em p-nitrofenolato (pKa = 7,2), um composto amarelo que absorve luz em 405 nm.

USO NA CLÍNICA
Os níveis normais da ALP no soro são de 44 a 147 U/L em adultos, mas esses níveis podem se encontrar elevados no soro no caso de algumas doenças sendo, então, importante para o diagnóstico de problemas nos ossos (osteomalácia, câncer de ossos e doença e Paget), por exemplo [3].
A ALP tem sido importante no diagnóstico há mais de 50 anos e a concentração sérica da enzima pode ser de diferentes tecidos, sendo os mais comuns fígado, ossos, intestino e placenta [4]. Porém, deve-se tomar cuidado no diagnóstico pois a enzima também está aumentada no soro na idade de crescimento das crianças ou no caso de fratura dos ossos.
O aumento de ALP,também conhecido como HIPERFOSFATASEMIA, pode estar relacionado a anemia, hepatite, obstrução biliar, insuficiência renal, ou mesmo câncer, sendo necessário que se faça um diagnóstico diferencial. [5]
Níveis inferiores de ALP (HIPOFOSFATASEMIA) estão relacionados, principalmente, à desnutrição.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1] CATHALA et al (1975) J. Biol. Chem. 250, 6040-6045
[2] http://www.answers.com/topic/alkaline-phosphatase
[3] http://www.fleury.com.br/htmls/cdrom/capitulo1.htm
[4] Lewis & Rutan (1991) Anal. Chem. 63, 627-629
[5] Kuwana & Rosalki (1991) J Clin Pathol 44, 817-819
Texto: Profa. M. Lucia Bianconi (IBqM/UFRJ)
e-mail: enzimas@bioqmed.ufrj.br
Página atualizada em: 16/10/2006