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Um brinde à produtividade

Marina Verjovsky

Em março, o Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ homenageou o seu fundador, o professor Leopoldo de Méis pelas comemorações de seus 70 anos.

Dezenas de pesquisadores de diversas partes do país, e do exterior como do México, Chile, Estados Unidos e Bélgica, participaram do evento “A Bioenergética e a energética de uma Vida”, realizado no auditório Rodolpho Paulo Rocco, na Ilha do Fundão.

Num clima emocionante, os participantes, que praticamente lotaram o auditório, ouviram relatos científicos, histórias e anedotas da trajetória de Leopoldo De Meis. Além de bancada de laboratório, De Meis tem trabalhos que aliam ciência e arte e projeto de educação científica de jovens.

Primeiros tempos - Filho de italianos, Leopoldo de Meis nasceu em março de 1939, no Egito. Poucos meses depois sua família retornou à Nápoles, mas não tardou até a Segunda Guerra Mundial despontar. Devido às dificuldades da guerra, veio com os pais para o Brasil quando criança. Aqui permaneceram e, aos 18 anos, escolheu o país como sua pátria enquanto ingressava na faculdade de medicina da então Universidade do Brasil (atual UFRJ).

O jovem universitário estagiou com Walter Oswaldo Cruz, devido à remuneração financeira. Demorou alguns anos para desistir de se tornar um cirurgião ou clínico e perceber na ciência sua verdadeira vocação.

Graduou-se em 1961 e, devido à repressão da ditadura militar, viu-se obrigado a sair da Fiocruz para trabalhar na universidade, junto a Carlos Chagas Filho e Antônio Paes de Carvalho, entre outros.

No final dos anos 70, assumiu cargo de professor de bioquímica da UFRJ e ingressou no então Depto. de Bioquímica Médica (que integrava o Instituto de Ciências Biomédicas). Mais tarde, teve importante atuação no processo de transformação que culminou na fundação do Instituto de Bioquímica Médica, em 2004.

Pesquisa no laboratório - De Meis pesquisou a hemostasia de vasos sangüíneos com Walter Oswaldo Cruz, mas se interessou pela contração muscular no laboratório de Paes de Carvalho.

Lá, determinou o papel de duas substâncias (espermina e espermidina) no relaxamento muscular. Foi no estudo destas substâncias que surgiram os questionamentos sobre o transporte de cálcio destas células, que resultou em temas para anos de pesquisa.

Atualmente, dedica-se ao estudo dos mecanismos de transdução de energia em sistemas biológicos, transporte ativo de íons e síntese e hidrólise de ATP (adenosina trifosfato).

Ciência com educação e arte - Há cerca de 20 anos, de Meis se dedica ao ensino de ciências nas escolas. Junto com alunos e colegas, começou a lecionar cursos de férias para estudantes carentes e, mais tarde, também ofereceram cursos para professores de biologia.

 

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