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Novidades e méritos do Instituto

Priscila Biancovilli

Desde a transformação de Departamento para Instituto, em 2004, a Bioquímica Médica cresce a olhos vistos. Prêmios, reconhecimentos, compra de aparelhos e construção de novos anexos representam de forma concreta este sucesso. Débora Foguel, diretora do Instituto, relata algumas destas novidades em entrevista:

Que tipo de reconhecimento os pesquisadores do IBqM conquistaram nos últimos meses?
Quando se fala em reconhecimento, imediatamente me lembro do professor Robson Monteiro, vencedor de um edital do CNPq que apóia jovens professores e pesquisadores em todo o país. Este prêmio visa reconhecer professores recém-contratados, neste que é um momento muito especial da carreira. São recursos da faixa dos 300 ou 400 mil reais a serem investidos na pesquisa. Um dinheiro maior nesse inicio de carreira pode ser decisivo para a pessoa alavancar. Até onde soube, apenas 2% dos candidatos foram atendidos, e o Robson é um deles.

Também tivemos este ano o edital de Cientista Jovem do nosso Estado e Cientista do Nosso Estado, lançado pela Faperj. Vários docentes do Instituto concorreram e conquistaram bolsas para pesquisa. Isso é muito importante, pois sempre é um status se tornar um cientista do estado.

Em relação aos Institutos Nacionais, como está a participação do IBqM?
Esta é uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, antes conhecida como Instituto do Milênio que conta com apoio das FAPs, que são as fundações de apoio à pesquisa estaduaias. Dentro dele, diversos grupos de pesquisa de universidades variadas se reúnem diante de um tema que seja de interesse nacional e onde o Brasil, de certa maneira, seja forte em pesquisa.

Dois desses projetos são coordenados por professores do IBqM. Um deles é o professor Jerson Lima da Silva (coordenador do Instituto Nacional de Biologia Estrutural e Bioimagem). O outro é o do professor Pedro Lagerblad, do Laboratório de Bioquímica de Insetos Hematófagos (coordendor do Instituto Nacional de Entomologia Molecular). Além desses dois grupos, outros pesquisadores do IBqM também participam de INCT como Vivian Rumjanek, Franklin Rumjanek e Claudia Jurberg, no Instituto Nacional de Controle do Câncer, e o Antônio Galina Filho, num projeto de neuro. Se lembrarmos que a UFRJ coordena oito projetos INCT e dois deles estao no IBqM, acho que esses numeros falam por si só...

E o novo anexo do prédio do CCS (Centro de Ciências da Saúde), quando será inaugurado?
Queremos juntar o grupo do Centro Nacional de Ressonância Magnética Nuclear com o pessoal interessado no estudo de imagens (principalmente grupos da Biofísica e terapias celulares). A idéia é construir um Centro de Bioimagens, que será inaugurado em breve, provavelmente no início de 2009.

Todos os nossos equipamentos de microscopia migrarão para lá. Vamos montar um complexo atrás do prédio do CCS que possibilitará estudar desde a molécula até animais inteiros, passando pelas células. Também no início de 2009 (simultaneamente à inauguração do novo anexo), a Bioquímica receberá um equipamento de ressonância de imagem de pequenos animais. Este centro será nacional, ou seja, qualquer pesquisador brasileiro ou da América Latina interessado em utilizar os equipamentos pode entrar em contato e agendar um horário. Através deste aparelho será possível, por exemplo, analisar o metabolismo do cérebro de pequenos animais, como camundongos e ratos. O uso dos equipamentos não será cobrado dos usuários, assim como já ocorre atualmente com o uso dos equipamentos de ressonancia para macromoléculas. Felizmente, até agora conseguimos manter nossas máquinas operantes sem a necessidade de ajuda financeira dos usuários. E o Centro de Ressonancia é um verdadeiro sucesso e eu acredito que o Centro de Bioimagem trilhará o mesmo caminho!

 

29/12/2008

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