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Ciência e arte em Búzios

 

Motivados por palestras sobre ciência, arte e difusão, uma platéia de mais de 120 inscritos ocupou o Gran Cine Bardot, em Búzios, entre os dias 07 e 11 de dezembro, durante o Simpósio de Criatividade, Difusão e Educação em Ciências. Organizado por Leopoldo De Meis e Vivian Rumjanek, do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, o evento já faz parte da agenda de cientistas, artistas e jornalistas.

Nesta terceira edição, o professor Ildeu de Castro Moreira, diretor do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), prestigiou o encontro e falou sobre o interesse que o MCT nutre por eventos do gênero; as ações que têm sido empreendidas na esfera governamental nos campos da ciência e da popularização. Além disso, despertou a platéia para movimentos que devem ser empreendidas por todos e que visem diminuir pontos de conflito entre a ciência e a burocracia.

No encontro, os participantes puderam debater temas bastante variados como matemática, hormônios, a genética e as raízes ancestrais do brasileiro, águas subterrâneas e as civilizações, células-tronco, ciência e sons, design e alguns dos projetos brasileiros de informática para cegos e paraplégicos.

Mostras de arte e vídeo permearam todos os dias do encontro. Lado a lado, estiveram o pesquisador do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, Julio Scharfstein, e as obras da professora da escola de belas Artes da UFRJ, Lourdes Barreto, que ainda aproveitou a ocasião para falar sobre muralismo mexicano.

Entre as produções visuais para a educação, foram apresentados pela primeira vez o vídeo Luz, Trevas e o Método Científico de Leopoldo De Meis, Diucênio Rangel e equipe; o vídeo de Mosquitos, de Genilton José Vieira, do Instituto Oswado Cruz, e o documentário sobre insetos de Roberto Eizemberg, da UFRJ, além de várias outras produções nacionais.

Durante os quatro dias, houve ainda um balanço sobre a Rede Nacional de Educação em Ciências – os programas de Cursos de Férias e Jovens Talentosos. Criado em 1985 por Leopoldo De Meis, hoje a Rede congrega 24 universidades brasileiras, as quais oferecem duas vezes por ano cursos de férias para meninos e meninas de baixa renda e que visam ensinar ciência de forma divertida. Já passaram pelos cursos de férias da UFRJ mais de 3.700 alunos e 1.200 professores.

Milhares de outros alunos oriundos do interior de São Paulo, de diversas cidades do Pará; de estados do Sul do país como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul; Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e Bahia já freqüentaram os cursos de férias e os programas Jovens Talentosos e aprenderam sobre uma gama variada de temáticas que vão desde alimentos, insetos, vida e doenças.

Nos últimos anos, uma nova iniciativa surgiu. A pesquisadora da UFRJ, Vivian Rumjanek, decidiu investir num outro desafio: a inclusão de surdos através do conhecimento científico. Este programa já está em funcionamento tanto na UFRJ como na Universidade Federal da Paraíba. Na UFRJ, já foram oferecidos três cursos de curta duração, atingindo mais de 40 jovens. E, na Paraíba, foram dois cursos realizados onde participaram mais de 30 alunos surdos.

Para encerrar, a coordenação da Rede Nacional de Educação em Ciências foi transferida para o professor da Universidade Federal de Santa Catarina, João Batista Calixto, que desenvolverá o projeto em colaboração com mais três ou quatro professores.

15/12/2008

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