GRADUAÇÃO

Desde a sua criação, há quase 30 anos atrás, o Instituto de Bioquímica Médica tem se destacado por oferecer um ensino de altíssima qualidade para toda a área biomédica do CCS (Medicina, Odontologia, Nutrição, Enfermagem, Farmácia, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Ciências Biológicas-Modalidade Médica) o que perfaz um total de quase 2000 alunos/ano. Longe de se assumir que a qualidade do ensino deriva-se apenas de iniciativas pontuais e personalistas, foi adotado no plano original o conceito simples de que o ensino será necessariamente melhor em um ambiente onde exista a produção do conhecimento. Em outras palavras, os fundadores do antigo Departamento acreditavam, e as gerações subseqüentes de docentes ainda perseguem essa crença, que deve sempre haver uma estreita associação entre a atividade científica e o ensino. Com isso, as duas atividades se auto-alimentam e ambas inevitavelmente levam ao salto qualitativo.

No caso do Instituto de Bioquímica Médica, essa prática obteve amplo sucesso e tem impelido o crescimento e a diversificação da Unidade. Muito provavelmente foi essa diversificação que catalisou a transformação de Departamento para Instituto e que se caracterizou pela atuação não somente da área de Bioquímica propriamente dita, mas pelo desenvolvimento de toda uma série de atividades que transcendem as divisões mais canônicas do ensino e pesquisa em Bioquímica.

Dentre essas atividades, não poderíamos deixar de mencionar a forte atuação do antigo Departamento de Bioquímica Médica e do agora Instituto em projetos de extensão. Na sua grande maioria esses projetos têm se voltado para a melhoria do ensino de ciências no país e para políticas inclusivas. Como exemplos do primeiro, poderíamos citar o curso de especialização e as pós-graduções lato sensu e stricto sensu em Educação, Gestão e Difusão em Biociências alocadas no IBqM, que, através da publicação de monografias, dissertações e teses tem levantados algumas das possíveis causas do fracasso do ensino fundamental e médio em nosso país. Além da área de educação, temos nos concentrado também em avaliar as políticas científicas adotadas no país e seu impacto na promoção e crescimento científico. Não poderíamos deixar ainda de destacar a forte preocupação com a divulgação científica de qualidade, acreditando que o conhecimento produzido nas universidades e institutos de pesquisa precisam e devem estar acessíveis à população.

Nesse particular, é estratégia a produção materiais de ensino e divulgação mais atraentes e, para isso, fez-se necessário o “casamento” entre ciência e arte que se traduz em parcerias entre cientistas, artistas, jornalistas e programadores numa atividade genuinamente multi e transdisciplinar.

Importante ainda mencionar, a iniciativa de organizar Cursos de Férias para professores e estudantes das redes pública e privada de ensino. Essa atividade já ocorre há mais de 20 anos no Instituto e seus benéficos e impactos no ensino serão abordados mais a diante.

Como exemplos das políticas inclusivas, o IBqM tem procurado “descobrir jovens de talentos” dentre alunos carentes do ensino médio que são, então, engajados em projetos de iniciação científica dentro do Instituto onde passam a receber assistência nos estudos escolares, curso de inglês, computação e uma bolsa de estudos. Em consonância, essas ações visam capacitar esses alunos ao acesso a universidade dando-lhes, dessa forma, oportunidade de crescimento e ascensão social. Esse programa, juntamente com os Cursos de Férias, foi expandido para diversos estados brasileiros e o Programa Jovens Talentosos foi adotado pela Faperj como política de Estado.

Cabe ressaltar que todas essas atividades de extensão realizadas no Instituto contam com a participação de alunos de pós-graduação e de iniciação científica, pois acreditamos que também faz parte do processo de aprendizagem dos alunos do IBqM o compromisso e o engajamento com a realidade brasileira.

Atualmente, são oferecidas cerca de 35 disciplinas de graduação para praticamente todos os cursos da área da saúde, atendendo a um total de aproximadamente 2 mil alunos por ano. O número total aproximado de horas-aula ministradas pelo corpo docente do IBqM na graduação por semestre chega a aproximadamente 4 mil/horas para os cursos regularmente oferecidos, podendo chegar a valores bem mais altos levando-se em conta as disciplinas de iniciação científica, orientações de estágios e monografias nos cursos de Ciências Biológicas – Modalidade Microbiologia e Imunologia, dentre outros.

Em geral, os cursos de graduação ministrados pelo IBqM procuram ser inovadores, lançando mão de novos métodos e práticas pedagógicas. Todos os cursos são avaliados pelo corpo discente e hoje temos um banco de informações que reúne todas essas avaliações. As avaliações têm servido para assentar ou reorientar e corrigir as práticas pedagógicas que estejam porventura sendo bem aceitas ou não pelos alunos da graduação.

Mais recentemente, deu-se início a uma atividade nova onde alunos de Medicina e Enfermagem foram reunidos em um conjunto de cursos de bioquímica aplicada à área de saúde, utilizando diferentes propostas pedagógicas tais como aulas teóricas ou seminários ministrados conjuntamente por médicos e pesquisadores, cursos práticos, iniciação científica, etc. Essa experiência tem gerado bons frutos e acredita-se que constitui-se no embrião do que será um Curso Básico Unificado nas Áreas da Saúde, proposta que é discutida ainda no âmbito da UFRJ.

- Criação do Curso de Ciências Biológicas – Modalidade Médica:

Em 1994, por iniciativa de um grupo de professores constituído por docentes oriundos do antigo Departamento de Bioquímica Médica e do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), foi criado o curso de Ciências Biológicas - Modalidade Médica. Este curso visa formar pesquisadores na área da saúde que possam atuar em universidades, institutos de pesquisa e em empresas. Desta forma, os alunos, através das disciplinas de Estágios Rotatórios e de Iniciação Científica (IC), são inseridos nos laboratórios de pesquisas do Centro de Ciências da Saúde ou de outras instituições de pesquisa, logo nos primeiros períodos de sua formação. Este curso logrou de imediato grande sucesso. Atualmente, a relação candidato/vaga oscila entre 15-20 candidatos por vaga nos últimos cinco anos. Dessa forma, é o quinto curso de graduação mais procurado da UFRJ. Esse caráter de formação de pesquisadores na área de saúde não encontra paralelo em outro curso no país.

Informações: graduacao@bioqmed.ufrj.br

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