1.  Coloque um pouco de água em um copo com bastante corante de alimento.

 

Não é necessário contar as gotas, apenas veja se o corante está bem forte, como o da figura ao lado:

 

 

 

 

 2.  Corte as hastes de alguns cravos brancos, deixando-as com cerca de 10 centímetros e mergulhe os cravos no copo de água com corante.

É melhor cortar as hastes, assim o processo não é demorado.

 

 

 

 

 3.  Espere algum tempo... e veja que as cores começam a aparecer na beirada das pétalas brancas. 

O tempo de espera depende muito da temperatura do dia. Em dias quentes, será bem mais rápido que em dias frios. Os cravos ao lado já começaram a ficar azuis em cerca de 20 minutos. 

 

 

 

 

 

 4.  Espere mais algum tempo e os cravos ficarão azuis! Na foto ao lado, tiramos um dos cravos azuis e colocamos outro branco no lugar, para você visualizar melhor a mudança de cor.

 

A foto ao lado foi tirada quase 1 hora depois que iniciamos a experiência. Nas explicações, você entenderá porque isso acontece.

 

 

Você pode usar outras cores. Veja abaixo como ficou bonito com vermelho. Quando usamos o corante amarelo, o cravo ficou com uma aparência de envelhecido (sépia)... você pode brincar com a cor que quiser, é só escolher!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SE QUISER, MISTURE AS CORES... O CRAVO AO LADO É BICOLOR, PORQUE TIRAMOS DO CORANTE AZUL E COLOCAMOS, EM SEGUIDA, EM CORANTE VERMELHO. NA FOTO É DIFÍCIL DE PERCEBER, MAS AO VIVO, FICA BEM LEGAL. AS PÉTALAS FICAM COM MANCHAS AZUIS E VERMELHAS.

 

FAÇA O SEU CRAVO TAMBÉM E SE QUISER, MANDE UMA FOTO QUE COLOCAREMOS NESTE SITE. ESCREVA PARA:

ciencia@bioqmed.ufrj.br

 

 

 

 

 

 

 

A flor ficou colorida porque a água foi levada por pequenos capilares desde a ponta do caule que estava em contato com a água até as pétalas das flores. Esse fenômeno é conhecido por CAPILARIDADE.

 A capilaridade é a capacidade de um líquido ser conduzido por tubos muito finos. Quando você coloca um tubo bem fino na água, ela sobe pelas paredes do tubo até uma certa altura.

A altura da coluna de água no tubo de vidro depende do diâmetro do tubo. Quanto mais fino o tubo, maior a altura da coluna de água que se forma - veja a figura ao lado.  

 

Você sabia que a capilaridade também depende da tensão superficial? A tensão superficial sustenta o peso da coluna de água no capilar, numa altura maior que da superfície da água, senão, ela não ficaria dentro do tubo. Você já viu outras experiências com tensão superficial nesta página: "Rompendo a tensão superficial", "Explosão das cores", que são mais antigas, além de duas novas, "Transbordar ou não transbordar? Eis a tensão!" e "O peixe de papel que sabe nadar".

No caso da capilaridade, a tensão ocorre tanto pela interação entre as moléculas de água na superfície, como entre as moléculas de água e a parede interna do capilar. Ou seja, existe uma interação entre as moléculas do líquido com a parede interna do tubo. Desse modo, o líquido fica "grudado" na parede do tubo.

As moléculas de água sobem pelo tubo graças à adesão, que é a interação das moléculas do líquido com a parede do tubo – isso quer dizer que as moléculas de água estão bem aderidas à parede do tubo. Além disso, a interação das  moléculas de água entre si que é responsável pela coesão, faz com que a coluna de água preencha todo o capilar. É como se uma água puxasse a outra para ficarem juntas. E essa coluna de água continuará subindo até que ocorra um equilíbrio de forças, promovido pela ação da gravidade na superfície.

 

 

Isso acontece com todas as plantas. É com a capilaridade que as plantas conseguem conduzir água e nutrientes desde sua raiz até as folhas. Nos dias quentes, as plantas perdem água pelos poros de suas folhas.

 

A animação ao lado foi feita por Cezar Cheng e está no DVD "Rompendo a Tensão Superficial", de autoria de Cezar Cheng, Áislan Vivarini e M. Lucia Bianconi. Se quiser conhecer o DVD, escreva para ciencia@bioqmed.ufrj.br.

 

 

Veja outra experiência de CAPILARIDADE na "Ponte de Papel".

 

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